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afonsonunes

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13 Mai, 2014

EMENDA E EMENTA

 

 

E de repente lembrei-me dos meninos do infantário quando as educadoras os levam a tomar ar. Todos em fila pegando no bibe do que vai à sua frente. É uma maneira de não descarrilarem.

Nesta campanha eleitoral não há fila porque estes meninos já são grandes. Grandes, mas pouco crescidos, pois andam todos agarrados ao bibe de um só. Faz-me lembrar as últimas legislativas.

Na ementa de todos eles, encontramos os mesmos petiscos. Todos a falar predominantemente de um só, como se a lista não fosse variada. Tão variada, que nem se dão ao trabalho de a consultar.

O prato a atacar é sempre o mesmo. O mesmo que anda sempre a dar boleia aos outros, aqueles que não lhe largam o bibe. Como da outra vez. Está visto que já estão completamente desmemoriados.

E andam eles a queixar-se que estão mal, que não podem tolerar mais o que lhes estão a fazer. Mas, objetivamente, nenhum deles larga o bibe que lhes garante ser a melhor forma de sobreviver.

Eis o céu e o inferno coligados para que, quem está no purgatório, não tenha hipóteses de sair de lá. Eles lá sabem a quem entregam as suas almas. Mas podiam poupar-nos a tantas fitas entre eles.

Amigos como são, deviam assumir-se sempre como tal. Façam como o governo. Que se lixem as políticas e as ideias dos países seus amigos. Que passem para cá montes de massa. O resto é demagogia.

Na campanha eleitoral, só cheira a bafio e a bafientos. Nada mudou de antigos hábitos e de más ementas. É tudo para esquecer, pois não têm emenda. Já agora, hoje e amanhã, falem apenas do Benfica.