Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]

afonsonunes

afonsonunes

06 Fev, 2014

EQUILIBRISTAS

 

 

O equilíbrio é fundamental em tudo menos no desequilíbrio. Na política, então, é indispensável, a menos que alguém a queira desequilibrada. Tal como ela se encontra agora. Veja-se o desequilíbrio que vai nos partidos.

É um facto que já ninguém acredita que o PS e o PSD alguma vez se entendam no que é fundamental para o país. Também não se tem visto ninguém fazer esforços sérios para que tal aconteça. Mesmo quem devia.

Porque, no fundo, o país está dominado por gananciosos que só pensam nos seus benefícios. De lá de cima até cá a baixo. Que provocam cada vez mais desequilíbrios pelas mordomias e regalias que atribuem a si próprios.

Já que ninguém se rala com isso, mais uma vez tomo a iniciativa de fazer uma proposta que, bem analisada, tem um profundo alcance na resolução desta complicada problemática. Pode parecer errática, mas não é.

Escolho três elementos do PSD e coloco-os na comissão política do PS. Escolho três elementos do PS e ponho-os na comissão política do PSD. Uma troca que, aparentemente, só daria para armar ainda mais barulho.

Não é bem assim. Estes seis elementos têm de ser muito bem escolhidos. Escolhidos a dedo, como gostam de fazer todos os bons e maus políticos quando escolhem. É verdade que seriam uns infiltrados, mas conhecidos.

Porém, lá dentro, punham os dois partidos em polvorosa. Com discussões que nunca mais acabavam. Assim, quebrava-se aquele vício de estarem sempre todos de acordo do lado do PSD e todos no contra do lado do PS.

As decisões em ambos os partidos seriam muito mais equilibradas, o que tornava mais fácil o tal consenso de que tanto se tem falado. Em lugar de andarem a partir pedra cá fora, partiam-na e atiravam-na logo, lá dentro.

Mais que certo era a prática de uma democracia mais competente. Até na cultura, pois o PS arranjaria maneira de ler a legislação em vigor. E assim, Juan Miró, escusava de ser ‘trasladado’ de Lisboa para Londres.

Pois, só faltam mesmo os nomes envolvidos na troca. Do PSD para o PS, Luís Montenegro, Marco António Costa e Carlos Abreu Amorim. Do PS para o PSD, Carlos Zorrinho, Francisco Assis e Augusto Santos Silva.

Mais radical seria a decisão de trocar também três ministros, com três elementos do PS. Isso ainda não é possível, pois o PS não tem governo sombra. Mas estão a pensar que em breve terão o seu governo ao sol.