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afonsonunes

afonsonunes

02 Nov, 2015

Espécies

 

Toda a criatura é uma espécie de qualquer coisa. Dentro de cada espécie há o útil e o inútil. É sabido que até há aquela espécie de gente que só serve para atrapalhar. Ou para baralhar, se não puder mesmo atrapalhar.

Estou a lembrar-me, por exemplo, dos economistas e da espécie de economistas que nos mostram todos os dias como é possível tirar um curso e, com o canudo na mão, defender ideias de espécies tão diferentes.

Chego a convencer-me que as faculdades de economia também devem ensinar uma espécie de economia para cada espécie de alunos. Depois, penso que saem da mesma faculdade várias espécies de economistas.

É ver como os economistas dos partidos têm a ver com a espécie de partidos da sua simpatia. Uns dizem que a economia está bestial, outros garantem que a economia está rota. Pois, alguém deve ser uma espécie.

Uns, são uma espécie de gente que quer qualquer coisa menos económica para os seus bolsos, estando a defraudar alguém, que será uma espécie de sustentáculo de malandrices. Outros, serão a espécie que não interessa.

Mas, como é possível que todos tenham aprendido a fazer contas da mesma maneira e cheguem a conclusões tão díspares. Certamente que é, pois é isso que eles nos mostram quando todos falam do mesmo assunto.

Agora, os economistas de esquerda apresentam, ou vão apresentar, um programa de salvação do país. Os economistas de direita dizem que vem aí mais um resgate. Não sei se aqueles salvam, mas estes não salvaram.

Também sei que esta espécie de direita no poder, não mostrou competência, nem tem autoridade para dar palpites de soluções únicas, quando não conhece, ou não quer admitir, que há outros caminhos.

Há ervas daninhas à beira de todos os caminhos. Mas há que escolher um daqueles cuja infestação não seja total. O segredo está em saber diversificar o herbicida que possa vir a ser eficaz contra as más espécies.

Os portugueses não podem continuar uma espécie de gente errante, só porque os meteram por trilhos errados, perdidos nos meandros de um labirinto que já tem quatro anos de caminhada sem se atinar com a saída.

Este país não suporta esta espécie de subserviência cega a quem não teve, nem tem orientação. O país e os portugueses sempre encontraram rotas de sucesso. Estes quatro anos foram só uma espécie de mau intervalo.

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