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afonsonunes

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O dia dezassete de Maio aproxima-se com passos de gigante e, até lá, há que trabalhar muito bem e depressa, para que não se mexa no que está bem. O perigo é mexer onde é proibido, para não estragar o poder.

É preciso ter um espírito de missão muito grande para não desatar a fazer as tão faladas reformas que, imediatamente, acabariam com a coligação. O caminho é outro, como já estamos fartos de ver todos os dias.

Porque, assim, está tudo bem: na justiça que não anda, na saúde que não cura, no consumo que não gasta, no emprego reservado, na roubalheira em exclusividade, na educação limitada, na agricultura parada…

Até dezassete de Maio é preciso haver compromissos. Para isso, os dois da coligação têm de se ir preparando para a fusão. O mais pequeno tem de se transformar em tendência, para que as divergências de fundo acabem.

Só assim haverá poder. E o poder é que não pode ser posto em perigo. Senão, pode vir aí o papão e desatar a deitar cá para fora as malfadadas reformas. O que equivaleria a meter lá dentro os bons que andam cá fora.

Sempre haveria alguns a escapar-se para Cabo Verde ou para o Brasil. Talvez a Madeira pudesse vir a ser uma boa alternativa, depois de a tornar independente. Mas, não vale a pena falar na França. Aí, só para estudar.

Lá diz o ditado: burro velho não aprende línguas. Mas, ao que parece, muitos deles conseguem ter grandes manjedouras repletas de dinheiro. Coisa que nunca vi: o dinheiro a substituir a palha tradicional.

Com todo o espírito de missão que vai na coligação, vamos ter progresso igual ao que temos tido nos últimos tempos, durante muitos e muitos anos. A menos que a fusão seja amplamente alargada, como pretendem.