Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]

afonsonunes

afonsonunes

 

No tempo em que eu fui à tropa, esta cantilena do ópe dois, era o controlo da marcha dos recrutas por cabos milicianos ou sargentos. E ralhavam ou berravam àquelas cabeças de nabos que trocavam o passo, confundindo a esquerda com a direita.

Nesta pobre e triste campanha presidencial que decorre agora, aparecem generais no meio de alguns e algumas recrutas e outros tantos sargentos e ‘sargentas’. Sampaio da Nóvoa é general de proximidade e nomeado e batizado por um general sério e a sério.

No campo oposto temos um civil, Marcelo Rebelo de Sousa, que não foi à tropa, sei lá porquê. Mas ele sabe. Portanto, trata-se de um recruta não militante. No entanto, na campanha, anda de refeitório em refeitório, pois o pré não dá para mais que rancho.

Quanto à campanha em si, o general Nóvoa conta com o recruta Marcelo para o que der e vier já que, sendo de posto inferior, lhe deve continência. Aliás, como o general não dá voz de comando em, esquerdo, direito, Marcelo fica simplesmente em sentido.

E o general compreende, pois o recruta Marcelo é a esquerda da direita. Mas se dissesse que era a direita da esquerda, também estava correto. E o general compreendia perfeitamente que ele se mantivesse em sentido. E só diria, não mexe!...

A tropa tem coisas muito complicadas. Mas na tropa, esquerda é esquerda e direita é direita. Nada de confusões, senão há voltas à parada, mesmo sem parar. E nunca um simples recruta pode ter voz de comando para um general qualquer. Sim, meu general.

Daqui se infere que nunca um recruta pode chegar a presidente da república, estando a concorrer com um general. É que o general pode falar alto e o recruta, ou está calado, ou fala baixinho. Ora, de recrutas está o país farto. Em frente, mas sem PaFes.

Todo o percurso político do recruta Marcelo está bem claro e evidenciado no seu currículo, sem dúvida sensacional para quem gosta do estilo e das consequências do que ele fez. E também reflete o seu contributo na felicidade do país que temos agora.

É que o recruta Marcelo nunca poderia tomar determinadas decisões difíceis. Ora se ele não sabe o que é ser de direita nem de esquerda, também nunca saberia se os corruptos estão na esquerda ou na direita. Nem onde ir buscar os seus colaboradores.

Assim, às tantas, já não saberia se quem o elegesse, era do PSD ou do PS, PC ou Bloco. Para ele, já é tudo igual. É apenas mais um recruta, com mais oito, a concorrer com um general. E andou o civil, civilizado, ao longo de quarenta anos, a fazer de catequista.

1 comentário

Comentar post