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afonsonunes

afonsonunes

04 Fev, 2017

Está na hora


Tenho de me despachar a rabiscar umas coisas senão ainda perco o grande acontecimento das 20H30 de hoje. Além disso não quero pronunciar-me sobre o embate terrível depois de saber o resultado. Falar depois do jogo é fácil. Difícil é assumir o risco de escrever sobre o que vai acontecer.
Pois, o que vai acontecer é o 'máior' passar para o comando do campeonato, perdão, da primeira liga. Isso é fundamental para que o Nuno seja mesmo do Espírito Santo. Até hoje tem sido um espírito de um único desejo. Fazer funcionar a fortaleza do Dragão e aproximar-se da liderança.
Hoje, depois das oito e meia, os dois sonhos podem mudar tudo. Não é preciso jogar bem, nem ter uma boa equipa. Os jogos ganham-se porque no Dragão não se pode perder. Depois, chegará hoje a felicidade suprema, não de se aproximar, mas de ganhar a liderança. Por apenas 21H30 minutos. Menos de 24 horas, portanto. Claro, é preciso é estar feliz nem que seja por alguns minutos.
Obviamente que a liderança até pode ser conquistada definitivamente. Basta apenas que o inferno da Luz esteja mesmo frio. Muito mais frio do que o Dragão depois das 20H30. Isto da liderança, é só e apenas uma questão de quentura. Não interessa que os jogadores façam maravilhas e que os técnicos se esfarrapem à roda da relva.
Relva que hoje vai ser comida de baliza a baliza com aquela sofreguidão que, naturalmente, será mastigada por ambos os treinadores. Naturalmente, mais pelo Nuno que é o dono da relva, vulgo erva. O Jorge vai estar mais preocupado em segurar bem a toalha, pois já a tinha atirado ao chão. Mas isso foi num momento de desespero de que logo recuperou.
Já sei. Há quem esteja a pensar que eu não vou falar do resultado. Claro que vou. Aliás, o resultado é a coisa mais importante do resto do dia de hoje e de todo o dia de amanhã. Imagine-se que a chuva vai decidir o resultado. Isso é o mesmo que dizer que vai ser o S. Pedro a decidir o jogo e a liderança, bem como não deixar que seja o Dragão a fazê-lo. Nem tão pouco aqueles quatro da linha branca, que têm o mau hábito de adulterar tudo.
Se por acaso fizer sol, ou luar, o Jorge vai festejar à grande. Aliás ele não sabe o que é perder. Portanto, pode não ser hoje, até porque terá logo à noite, à chegada a Lisboa, um mar de gente à sua espera, sobretudo gente da segunda circular, daquela zona onde o Jorge já foi tão feliz. Essa lembrança provocaria uma comoção muito especial num homem que ri pelo seu passado e chora pelo seu presente.
Prontos... já falei do resultado. E, 'penso eu de que...' que o fiz com 'a máior' clareza possível e imaginária. Sim, porque eu não ando para aqui a engonhar como os comentadores das televisões, que nunca arriscam nada. Têm de estar de bem com Deus e com o Diabo. E, já agora, não se meterem com o papa.