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afonsonunes

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14 Jan, 2014

EXPORTADOS

 

 

O país exporta cada vez mais e cada vez melhor. No entanto, o principal motivo de satisfação de todos os bons portugueses é o facto de exportarmos qualidade, muita qualidade, sobretudo, de massa cinzenta.

Não é de estranhar que os maus portugueses vejam nessas saídas de massas, o cinzentismo das suas próprias qualidades, etiquetando-as de amostras de lixo que o país tem dificuldade em reciclar. Maus juízos.

Deixando para trás tudo o que é mau, tento referir o que é bom. Ou mesmo muito bom. E estes dias atrás deram ao país a felicidade de ver sair três grandes personalidades da nossa tão recheada praça política.

Três exportados para a nata do mundo do dinheiro. Logo um país que não tem cheta para mandar cantar um cego. Mas tem bons especialistas para ir ensinar lá fora como se arranja maneira de o tirar a quem não o tem.  

Lembrei-me destes três, mas podia ter-me lembrado de uma dúzia deles, sem incluir os que já por lá andam. Isto sem forçar minimamente a memória. Mas, os que por cá vão ficando, estão apenas a tirar o tirocínio.

Não posso deixar de estranhar a razão que leva um deles, mais que tirocinado, membro insigne desta grande família, agora livre como um passarinho, a ficar por cá, sem aproveitar o seu currículo de equivalências.

Outros há que apenas aguardam uma próxima saída para breve, dos seus locais de recolhimento, para serem chamados a demonstrar, lá fora, as suas elevadas experiências, se possível, no mesmo ramo que ali os reteve.

Como se vê, candidatos à exportação não nos faltam. Com a mesmíssima qualidade de quem, lá fora, não se cansa de tudo fazer para que seja bem guarnecida a sua corte. Esta palavra corte é, agora, muito duvidosa.