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afonsonunes

afonsonunes

25 Jan, 2015

FALAR POR FALAR

 

Nem mais nem ontem para ser preciso e conciso. Hoje anda tudo cheio de gregos e de eleições, logo seguido de futebóis diversos que obrigam o país a ter alternativas para as ‘conversetas’ da ordem. Não vou por aí.

Hoje também não quero saber do Passos, nem do Costa. Muito menos do Cavaco, nem do Sócrates. Tão pouco quero saber do que costumo ler por aqui e por ali. Chiça, que frete. Pois! Quero simplesmente sorrir.

Hoje, quero pensar de olhos fechados e descanso na ponta dos dedos. Não quero ter aí o pensamento, nem o raciocínio. Nem quero fazer o que noto em pessoas que conheço, bem ou mal, e padecem disso.

Não quero falar de chuva, quando hoje até está um belo dia de sol. Não quero dizer mal de ninguém, só para chatear alguém. Ou mostrar que digo o que pensa muita gente. Que julgo que pensa como eu. Isso, não.

Mais logo, talvez abra os olhos e veja o que se diz sobre o que se passou hoje. Mas os dedos continuarão de folga. Quase de certeza que vou abanar a cabeça algumas vezes. Mas, sem ninguém ver. Em segredo.

Porque se alguém me visse fazer isso, logo hoje, um dia tão importante, lá fora como cá dentro, logo me viriam falar das desgraças que trazem no pensamento, querendo que eu as assumisse como minhas também.

Não. Hoje, não. Hoje não vou a Atenas, nem ao Funchal, nem a Évora, nem a Lisboa. Pois, nem tão pouco a Lisboa dos palácios do meu descontentamento. Hoje não há política, nem futebol, nem injustiças.