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afonsonunes

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Falhados porque não foi, nem é, nem o será tão cedo, o tal país que nos prometeram, nem é este o país que nos querem impingir, como o maravilhoso resultado dos seus êxitos. Saber mentir é muito difícil.

Toda a gente tem direitos. Até os falhados e os indignados, mesmo que fossem capazes de se indignar com os direitos que cortam aos outros. Logo, obviamente, também têm o direito de se indignar.

Ao olhar em frente, nestes dias de indignada parvoíce, vejo perfeitamente três falhados e um candidato que, por falta de oportunidade, ainda o não é, mas para lá caminha. Voluntariamente.

Começo por Passos, por questões de hierarquia. Tem todo o direito à indignação, pois são já muito poucos os que lhe compreendem o tão apregoado milagre da salvação do país. A realidade é muito cruel.

Portas é o célebre inventor de frases que buscam a indignação alheia. De pleno direito também se indigna com o facto de se indignarem muito contra ele. Não se indigna com o cinismo, se for o seu.  

Rangel é um caso típico de defensor do direito à parvoíce. Está no seu direito. Tal como tem o direito de negar aos seus adversários, o direito às suas parvoíces. Até podia dizer, eu é que não sou parvo.  

Seguro ainda é apenas um candidato à parvoíce. Deve dizer-se, em abono da verdade, que o é com todo o gosto. Mesmo cercado de bons e indignados autores de parvoíces por todos os lados. Falhados.

Apetecia-me perguntar: e tudo isto para quê? Respondo: porque a Europa dá muitos tachos; porque na Europa não se faz nada; porque estas eleições não decidem nada, nem mudam nada. Só dão cacau.