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afonsonunes

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04 Out, 2014

FASE TERMINAL

 

O país apresenta um quadro clínico de extrema gravidade. Tudo indica que esta situação só é revertível com cirurgia de alto risco. Mas, a continuar assim, com esta inatividade, a fase terminal dá lugar ao óbito.

Esta análise, ou este diagnóstico, resultaram de um sonho que me atormentou a noite passada, segundo o qual eu assistia a uma agonia, no meu consultório de médico, onde atendia um doente chamado governo.

Quando acordei, o doente era eu. E o meu consultório era um quarto onde reinava uma confusão total. Não sabia se havia de pensar em justiça ou em educação. Já nem me lembro se isto metia ministros ou falta deles.

Ainda cheguei a pensar em adormecer novamente. Podia ser que o próximo sonho me levasse a desempenhar o papel de inquilino de Belém. A intenção era boa. Na falta desses ministros, eu assumia essas pastas.

Depois, com toda a legitimidade que me dá o meu passado, o meu presente e me dará o meu futuro, exigiria a todos os intervenientes na justiça e na educação, que seguissem à risca o meu superior exemplo.

Tenho toda a autoridade para essa exigência. E com ela, o país não precisaria sequer de intervenção cirúrgica. Passaria de imediato da fase terminal para a vida eterna. Mas ressuscitava a isenção e a transparência.