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afonsonunes

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Mesmo sem estar de férias já ando a braços com o calor que sinto em alguns locais, para mim, locais pouco recomendáveis. Talvez seja da necessidade que alguns cidadãos estão a sentir de seguir de imediato para férias. Cabeças quentes provocam tonturas e também algumas tonteiras.

Depois, esta febre da bola aumenta a tensão arterial, como se não bastasse a presença de uns sujeitos ‘fmi-gerados’, que continuam a insistir nas suas parvas receitas de afundamento do país. Inspirando cobridores e parideiras de ideias partidárias, mais ou menos disparatadas.

Com algum espanto verifico que há umas pessoas que se notabilizaram por serem consideradas sérias, ou muito sérias, em tempos que já lá vão, isto é, quando viviam no meio de pecadores que gostavam de dar tiros ao país, mais através da língua que das armas.

Essas pessoas sérias chegaram à provecta idade do estado instável e, talvez inconscientemente, foram alternando elogios e complacências para com corruptos, e críticas e recomendações a quem nada precisa, ou precisava delas. E não raras vezes apareciam, e ainda aparecem, em eventos em que se colam a figuras que têm muito pouco de relevante e sério para o país.

Hoje, ainda marcamos presença em dois euros: o euro da França onde, por obra e graça de um grande crente, temos beneficiado de milagres em série; e o euro onde começa a dominar a febre do sai agora ou mais tarde.

No primeiro caso, as férias foram retardadas e, por isso, o cansaço é evidente. Mas há quem reze dia e noite para que o descanso só apareça no dia onze e depois da canseira dos festejos. A fé tem vencido. No segundo caso, apesar do folclore, canta-se, daqui não saio, daqui ninguém me tira.

Portugal precisa mais de Santos que de Pecadores. Precisa menos de crentes e mais de bons jogadores. Precisa mais de formigas que de cigarras sempre a pedir férias. Não precisa de políticos tontos, nem das suas permanentes tonturas. Não precisa de conselheiros que já só desaconselham. Portugal precisa de calor nos corações e de frio nas cabeças.    

E assim vai o país. No continente, ainda há cigarras a mais. Na Madeira ainda há muita falta de formigas. Dizem-nos agora que nos Açores é que está a virtude. No continente, a Catarina canta e o Costa trabalha. Na Madeira vive-se do Ronaldo que joga entre Madrid e Marrocos. E nos Açores, até o Pauleta, mesmo reformado, ainda joga pelo seguro.