Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]

afonsonunes

afonsonunes

 

 

O estado português está um delírio. Por isso mesmo está a ficar ingovernável, pois dá a impressão que falta o patrão dos patrões, para que se consiga alguma coordenação e poder de execução.

Há muitos órgãos a tocar ao mesmo tempo, enquanto quase todos os executantes se julgam maestros. Há muitos patrões por essas múltiplas instituições que só servem para atrapalhar o patrão mor.

Patrão mor que já conseguiu neutralizar feudos que tinham a pretensão de ter funções importantes e decisivas. Mas o patrão mor ainda sente alguns empecilhos a mexer com as suas ordens.

Tudo empecilhos ignorantes e incompetentes, que só complicam a sua ação baseada no conhecimento, no saber e na experiência, sempre a ser torpedeados pelas investidas dos empecilhos.

Isto não pode continuar assim. É necessário e urgente acabar com os pequenos patrões que ainda subsistem. Se até os grandes, os dois maiores, já se submeteram, nada justifica que outros ainda respirem.

O patrão mor não tem dúvidas de que o país só ficará aberto ao progresso, à justiça e à modernidade, quando for ele o único a decidir, a mandar e a comandar. Sem recalcitrantes nem mandões.

Casa onde todos mandam, é casa de comilões. E para comer está lá ele, o patrão mor, pois o pão não chega para tantos. A fome existe para que alguém fique com ela. Quem não trabuca não manduca.

Depois, o país tem assistido impávido e sereno aos resultados das asneiras que fazem tantos incompetentes. Se for apenas ele, patrão mor, a fazer tudo, fará menos asneiras e será o único com salário.        

É preciso acabar com tudo o que mexe. Por exemplo, com as línguas que mexem demais. Com os useiros e vezeiros que mexem nos tachos. Com os inúteis que estorvam os desejos do patrão mor.

O patrão mor não precisa de colaboradores ou de ajudantes que se julguem patrõezinhos. Precisa apenas de servos, e poucos, que ganhem o mínimo e comam o mínimo. Será assim o país dele.