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afonsonunes

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30 Jul, 2016

Fmistas

 

Ao que parece já há vários FMI’s a martelar-nos a cabeça, como se aquele que nos tem feito a vida negra não bastasse para dar montes de alegrias aos desgraçadinhos que não sabem o que é passar a vida a olhar para o porta moedas que até parece que está roto.

Fmistas são todos aqueles que adoram o FMI, que vivem das desgraças que eles semeiam por onde passam. Agora o difícil é perceber de qual dos FMI’s eles gostam mais. Se daquele que tanto nos chateou, ou daquele que diz que o outro só distribuiu asneiras.

Portanto, temos um FMI bom e um FMI mau. E talvez haja um FMI assim, assim. Mas esse eu não o conheço. Talvez seja o FMI do futuro. Com economistas mais realistas. Com conhecimentos das pessoas e dos países em que intervêm e com a noção do que é pagar-lhes e do que é inviabilizar qualquer pagamento.

Para os Fmistas de cá, os da direita mais impreparada e mais inconformada com a perda do poder, o FMI mau é que era bom e não se conforma que António Costa não lhes siga o caminho da subserviência cega. Não se tem cansado de o verberar e de lhe atribuir consequências dramáticas, resultado das suas derivas contestatárias.

Afinal, agora é o bom FMI que critica o mau FMI, nos mesmos termos em que António Costa o vem fazendo desde que está à frente do PS e agora à frente do governo. Afinal, Costa não é tão insensato e tão irresponsável, quanto quiseram e continuam a fazer dele.

No meio de tanta balbúrdia informativa contra ele e contra a sua governação, ressalta que, até agora, nada do que os Fmistas previram, se concretizou. Com a garantia de que o governo não está sozinho nessa orientação política. E os indicadores confirmam que ela é bem melhor que os terríveis quatro anos por que passaram os portugueses.

Quanto às companhias do PS, os seus parceiros de apoio ao governo, BE e PCP, mostraram já uma saudável mudança de atitude. Passaram de arautos do bota abaixo constante, para uma colaboração responsável em áreas chave para que haja estabilidade governativa.

E é precisamente essa a maior dor de cotovelo dos Fmistas e da direita em geral. Estavam mal-habituados, pois foi essa atitude de bota abaixo sem olhar às consequências, que tinha colocado Passos e Portas no poder. A direita não lhes perdoa a ‘traição’. E não perdoa ao PS tê-la aceitado.