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afonsonunes

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06 Mar, 2016

Grandes mulheres

 

Assunção Cristas já é a presidente quase de facto do CDS que foi de Paulo Portas. Como é notório, ele ali já não risca quase nada, pois a sua sucessora até já lhe traçou o destino. Que vá tratar da vidinha lá fora.

Obviamente que Cristas justifica. É melhor para Portas e para o partido que ele não fique no Parlamento. Vamos lá ver se ela não diz o mesmo de outros deputados. O partido só teria a ganhar se eles mudassem de vida.

Com a coragem que ela aparenta, ficaria com mais autonomia e menos constrangimentos para se relacionar com outros partidos. Nunca se sabe com quem Cristas necessitará de vir a negociar um lugarzito no governo.

A menos que Portas lhe arranje um biscate do tipo do de Maria Luís, pois uma ex-ministra não vive só com o que lhe vem do partido. Com a vida encaminhada, Maria Luís podia fazer a Passos o que Cristas fez a Portas.

Não é certo que, se Portas e Passos deixassem o Parlamento, este ficaria mais despoluído ou mais limpo. Só o saberíamos depois de Cristas e Maria Luís darem corda às respetivas línguas para podermos fazer comparações.

Teríamos também de ter a certeza de que estas duas grandes mulheres aceitariam a disposição de Marcelo de pacificar ou moderar as guerras surdas da partidarite aguda. A coragem pode ter formas muito diversas.

Tendo em conta a coragem de Catarina Martins, não seria surpreendente que as três formassem um poderoso trio feminino com força para mudar a dura obsessão de Costa em convencer toda a gente a concordar com ele.

Já agora, para colocar Portugal nos eixos do tão proclamado consenso, só faltaria que ao trio das grandes mulheres se juntasse o trio da diversidade. Marcelo, Costa e Jerónimo. Teríamos assim o sexteto das mil maravilhas.

Não lhes seria difícil mudar o país, nem que fosse de terra para o mar. Obviamente, terra sem Passos era uma limpeza e mar sem Portas, era um risco enorme de submergir. Lá teríamos todos de usar boia de salvação.