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afonsonunes

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07 Abr, 2015

GREVES

 

Que eu tenha conhecimento, hoje não há greves. Respiram de alívio os trabalhadores que querem trabalhar e respiram de alívio os grevistas que não gostam de estar parados. Ontem, por exemplo, foi tudo ao contrário.

Tenho andado cá a pensar que esta coisa das greves é demasiado complicada e prejudicial, para se deixar que tudo continue na mesma. Eu sei, há leis, como para tudo. E até há boas razões para justificar as greves.

Mas com um pouco de jeito e cabeça, talvez se consiga acabar com as discussões de quem faz greves e de quem sofre com as greves. Acabar com esta ideia errada de que há caprichos, gozo, lágrimas e interesses.

Cumpre-se a lei, não se cumpre a lei, serviços mínimos, serviços máximos, vítimas e malandros, Constituição para cá e para lá. Patrões bons e patrões maus. Trabalhadores que salvam, ou põem empresas na falência.

Tem de haver uma maneira de acabar com esta balbúrdia de prós e contras nas greves. Pois então, vamos a isso, que se faz tarde. É para isso que estou aqui. Para, mais uma vez, contribuir para a salvação do país.

Ai não é a salvação do país? Então é a salvação das empresas que podem contar com 365 dias de trabalho, a 8 horas cada. E dos trabalhadores que virão a beneficiar de mais trabalho e dinheiro à farta, se o patrão for bom.

Mas, vamos ao que interessa. Todas as greves devem passar a ser previamente avaliadas. Serão submetidas ao Tribunal Constitucional, com a versão da entidade patronal e do sindicato ou sindicatos respetivos.

Tudo dentro de prazos bem definidos. A decisão do TC será vinculativa: há, ou não há, motivos que justifiquem cada greve em concreto. E acabou a conversa. Só que o TC não pode demorar o tempo do costume a decidir.

Se necessário, requisitam-se mais juízes. Se for preciso, acaba-se com os turnos. Em última instância, trabalha-se 365 dias no ano, 8 horas por dia. E se os juízes pensarem na greve, entra em ação o Presidente da República.

Isto não é um estudo nem uma medida estruturante. Por isso mesmo, é de borla. E o governo escusa de me agradecer a ideia. Se calhar até já tinha pensado nisso. Aliás, ainda irei ver se consta algo nos Roteiros do PR.