Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]

afonsonunes

afonsonunes

 

 

Nos últimos quatro anos temos tido a felicidade de nos adormecerem com histórias da rosinha, alternadas com histórias da carochinha. Tem sido um período fértil para quem gosta de adormecer feliz.

A verdade é que, até a felicidade cansa, quando ela nos chega em doses exorbitantes, por tempo indeterminado. Assim, não há como uns safanões na morna sonolência. Mesmo que doa um pouquinho.

Até as criancinhas se fartam de ouvir sempre a mesma história na hora do seu oó. Muitos portugueses, crescidos obviamente, já suspiram por umas animadas histórias da era de ouro da laranjinha.

Já é tempo de começarmos a ouvir, da parte dos protagonistas políticos dos últimos quatro anos, os seus feitos na primeira pessoa, extirpados de exageradas modéstias e de personagens estranhas.

Queremos saber tudo o que fizeram, a quem o fizeram, bem como o que pensam fazer, enquanto se não fartarem de tanto trabalho produtivo a favor dos mais fracos, sobretudo, dos mais pobres.

Já vamos nos quatro anos em que só nos trouxeram coisas boas. Os ricos estão cada vez ‘mais pobres’, enquanto os pobres estão cada vez ‘mais ricos’. Até os bancos e os banqueiros estrebucham. É bom.

A vida está tão fácil, tão cómoda e tão boa, que os cidadãos já nem querem saber do que lhes dizem. O que vier, come-se, pensam. Mentiras? Querem lá saber. Já ninguém acredita em nada. Para quê.   

O povo, perdão. A população, está estragada com mimos. Já merecem umas caretas de quem lhos dá. Contem-lhes histórias de laranjas podres. Não é mau, nem é bom. É diferente. É vosso.