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afonsonunes

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Santo António já lá vai, o S. João já passou e o S. Pedro está aí. São estes os nossos queridos Santos Populares que ainda dão alguma felicidade aos portugueses. Apesar da infelicidade que os tocou de forma dramática.

Na linha da frente deste drama está, por sinal, o Pedro que não é santo. Tem a companhia de outros que se querem fazer passar por santinhos, mas aos quais o povo já não tem motivos para lhes tirar sequer o chapéu.

São todos aqueles que se juntaram aos europeus de meia tigela que temos hoje. Aqueles, para quem o mal dos outros lhes serve de consolo. Que, mostrando falsa compaixão, se orgulham de não ser iguais a eles.

Realmente, é um orgulho para os portugueses saberem que temos quem saiba que dezanove menos um são dezoito. Talvez porque hoje seja dia de S. Pedro e, por aí, algures, se comemore o dia de Santo Aníbal. À grande.

Na próxima oportunidade, caberá ao milagreiro S. Pedro anunciar que, dezoito menos um, são dezassete. Quem sabe, se não haverá algum santo popular grego que esteja já a rezar para que lhes saia uma boa companhia.

Já sabemos há muito tempo que Portugal se orgulha de não ser a Grécia. A Grécia, por sua vez, parece ter muito orgulho de não ser Portugal. É a história do bom e do mau aluno. Que podem acabar ambos chumbados.

Com uma grande diferença. Um, estudou pouco, mas conhece bem o seu povo e como ele vive mal. O outro, nada estudou e desconhece o seu país, vendendo-lhe ilusões em lugar de lhe comprar o pão da sobrevivência.

A partir de amanhã, já nem teremos santos populares a olhar por nós. Nem teremos alegria para as sardinhas assadas, regadas com vinho tinto. Mas não seremos aturdidos com os ditos que os excessos nos provocam.

Não será caso para dizer que por cá, e por essa Europa dos dezanove, está tudo grosso. Mas sabemos que quase todos, lá e cá, aceitam o diálogo sem fim e o compromisso que nunca chega, se não tiverem o que querem.