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afonsonunes

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25 Mai, 2015

HOMEM PEQUENO

 

Hoje é um tanto descabido, além de perigoso, dar crédito a certos ditados populares, pois os conhecimentos são muito mais aprofundados em todos os sentidos, que não o eram nos tempos longínquos dos nossos bisavôs.

No entanto, ainda hoje há quem diga que, homem pequeno, ou é rabino ou dançarino. Lá que a coisa tem graça, tem. Sinceramente, fundamento, não tem com certeza. Mas, que há homens pequenos, há. E conhecidos.

Depois, há quem lhes arranje uns cognomes interessantes. E apropriados, no contexto do conceito em que são tidos. Principalmente, do que fazem e do que dizem. Não sei se, por exemplo, alguém identifica o cagatacos.

Não sendo eu o padrinho do dito, acho um certo acerto no nome e no ajustamento à atividade do visado. Disse este recentemente que, quando a esmola é grande, o pobre desconfia. Homem pequeno a falar de grande.

Talvez ele não perceba o que é uma esmola e uma esmolinha. Talvez durante a sua vida política ativa, sempre tenha distribuído esmolinhas, aliás, como ainda agora apoia quem persegue essa forma de ajudar.

De ajudar é como quem diz. Ainda há dias se ouviu dizer que quem corta nas prestações sociais, tem de criar condições para que haja quem distribua esmolas. Ou esmolinhas. Como hoje está à vista de toda a gente.

Mas, os homens pequenos, não no tamanho mas na mente, acham que assim é que está bem. E lá vão deixando os seus tacos por onde passam. Sobretudo, por onde ganham a vida a defender o que os devia enojar.

Pensam eles que o ‘barulho das luzes’ que os cegam quando falam, também confunde quem os ouve. É caso para dizer que, quando a peneira é grande, o cagatacos é invisível debaixo dela. Ele e os seus informadores.      

O homem pequeno, não será rabino nem dançarino. Mas, que os há, há. Nem todos podem ter as mesmas aptidões. E não esqueço que os há pequenos mas sérios, inteligentes e isentos. Esses, são mesmo grandes.