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afonsonunes

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23 Jul, 2014

HOMENS

 

 

Independentemente da altura, da idade e do peso, quando se fala de homens, pressupõe-se estar a falar dos portadores de cérebro normal, que permite tomar atitudes normais e decisões consensuais.

Distinguem-se claramente dos homenzinhos, ou dos homenzitos, os quais, por qualquer motivo, não atingiram a craveira normal, mesmo quando os colocam, ou se colocam, com os pés em cima do estrado.

Ontem ouvimos falar muito de dois homens que surpreenderam, ao sentarem-se lado a lado, a falar sobre temas políticos fraturantes, em que se mostraram convergentes, apesar de opositores naturais.

Só por isso, logo vieram a público os homenzinhos, para quem essas aproximações são uma traição às habituais caturrices de que se alimentam para viver. Dois homens sob fogo da rapaziada da ira.  

São dois homens com larga experiência política, ao contrário de rapazes, e até de alguns velhinhos, que nunca souberam o que é falar de coisas sérias. Muito mais sérias que as suas disputas aberrantes.

Dois homens que se colocam muito longe das estúpidas guerras norte/sul e olham o seu país, no qual os portugueses querem apenas que haja quem os olhe como gente crescida, adulta e respeitada.

Quando os homenzitos se penduram no poder, logo veem ameaças em tudo o que seja alterar o que julgam ser a sua segurança. Nem que ela signifique por em risco a segurança de um país inteiro.

Costa e Rio falaram de coisas que atualmente ninguém julga possíveis enquanto o poder estiver como está agora. Mas mostraram que há quem seja capaz de derrubar barreiras que parecem intransponíveis.

Não há o país do norte e o do sul. Não há um país de doentes com ‘laranjite’, outro país sofrendo de ‘rosite’. Pode haver um país onde caibam homens grandes e pequenos. Mas, cada um no seu lugar.

E o lugar dos homens grandes é comandar os homens pequenos e não serem comandados por eles. Falar de homens é o mesmo que falar de mulheres. Mas sempre de grandeza, competência e isenção.

 

 

 

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