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afonsonunes

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08 Jul, 2014

IBÉRIA

 

 

A visita de Filipe VI de Espanha a Portugal teve alguns momentos interessantes que me fizeram pensar na monarquia, na república e na democracia, que por vezes parece falhar nos dois sistemas.

O novo rei de Espanha falou na Ibéria. Onde ele vê um espaço de convergência entre Portugal e Espanha. Não do género do tempo dos seus antepassados Filipes, mas a pensar nos bascos e nos Catalães.

Cavaco não se lembrou de falar da Portugália, talvez por causa da guerra norte/sul, principalmente, quando se fala de águias e dragões. Que, agora, já ganhou um novo contendor, um leão rufia e rugidor.

É natural que Cavaco não tenha querido falar da Portugália da Almirante Reis, com receio de que a rainha e a presidenta, ficassem a ver navios no Tejo por muito tempo. Mas não tinha mal nenhum.

Ainda estou para perceber se o novo rei aprendeu alguma coisa com Cavaco, ou se foi Cavaco que aprendeu algo com o rei. Certo é que nem Cavaco quer ser rei, nem o rei quer ser presidente. Digo eu.

No entanto, uma coisa é não dizer o que se quer, outra coisa é ir fazendo, pelo menos alguma coisa, daquilo que se gostava de ser. E em Portugal, além dos monárquicos, temos quem gostasse de ser rei.

Estou convencido de que Cavaco deve ter percebido que um rei não tem partido. O rei, por sua vez, deve ter visto como um presidente não consegue libertar-se do seu. Sete horas a beber sumo de laranja.

Os reis devem ter compreendido que lhes seria mais fácil reinar na Ibéria com Portugal e Espanha, do que na Ibéria de uma Espanha com Catalunha e País Basco. Isto, se Portugal se tornasse monárquico.