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afonsonunes

afonsonunes

09 Jul, 2017

Imperdoável


O primeiro ministro de Portugal, que teve a ousadia de fazer uma semana de férias depois dos conhecidos acontecimentos trágicos, deve estar de regresso às suas funções normais.
Ouvi muitas críticas de tolos e tolas, no sentido de que era penoso ver o que andava Costa e outros a fazer, de colete laranja, no meio dos que acompanhavam, entre eles o PR, as ocorrências nos locais sinistrados.
Talvez fosse por isso que o governante tivesse deixado essa missão para quem o PR chamasse para o seu lado. Além disso, não há ninguém insubstutível. E Costa não é o único competente no país.
Toda a gente, no governo e na oposição, tem o seu substituto pronto a entrar em funções. As tarefas urgentes e inadiáveis não deixaram de seguir o seu caminho, com Costa ou sem Costa.
Mas, Costa está de regresso. Isto se não for impedido por qualquer exigência de última hora de Cristas e 'sus muchachos'. Estes sim, não podem ir de férias enquanto não virem os ministros fora e Costa a pedir-lhes desculpa por não lhes ter feito as vontades mais cedo.
O busílis da questão é que Costa tem muito mais que fazer e está a fazê-lo, com férias ou sem elas, enquanto Cristas e seus pares, andam numa crise de ocupação dos seus tempos que deviam ser de trabalho construtivo.
Assim, preenchem os seus tempos livres, que são muitos, a exigir o que mais ninguém pede, a pretender controlar e condicionar Costa e a deixar para trás os problemas que muito lhes dizem respeito, por lhes terem passado pelas mãos como gato sobre brasas.
Obviamente que Costa não pode exigir a demissão dos líderes partidários nem, certamente, de modo algum quereria tal missão. Mas o tempo responderá às mais que vinte cinco perguntas de Cristas a Costa.
Apesar de já respondidas, tanto quanto possível, Cristas insurge-se com o facto de essas respostas não estarem em conformidade com os seus desejos. Daí que já esteja a ameaçar com o derrube do governo.
Gente pequena nunca será capaz de pensar grande. Gente pequena devia, e podia, ter a noção da sua dimensão. Gente pequena não tem mesmo a noção do ridículo imperdoável em que se mete.