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afonsonunes

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18 Jun, 2015

JUIZ E BANDEIRINHA

 

Ainda nem sei o que vai sair daqui, tal o meu estado de espírito sobre o que se passa à minha volta. Chego mesmo a pensar que não sei onde estou. Assim sendo, como posso eu dizer coisa com coisa, sem um lugar?

No entanto, vejo e oiço coisas do arco-da-velha sobre juízes e bandeirinhas. Todos sabemos que juízes como os que marcam penaltis a favor dos amigos só há um. Mas, há vários bandeirinhas que o ajudam.

Alguns não são bandeirinhas. São autênticas bandeirolas que se arvoram em escrivães de relatórios que têm consequências muito graves para quem não assina de cruz. E o juiz, o único grande juiz, só diz à que sim.

Mesmo que o relatório só contenha desconfianças de um bandeirinha cegueta que, por nada ver nem encontrar, inventa indícios de faltas, suspeitas de rasteiras e até um ou outro tiro no pé com pistola de guerra.

Esse relatório de um jogo que já decorreu há muito e por toda a parte, parece que nunca mais vai ter princípio, meio e fim. Porque já nem se sabe quando começou. Tudo parece cada vez mais sujo e até obsceno.

E o grande problema é que não se vê possibilidade de o juiz e o seu bandeirinha, descortinarem meio de sair da jogada sem um relatório viciado. Ainda acabam por convocar o público para os proteger na saída.

Mas, o ambiente é cada vez mais quente. E o relatório fica cada vez mais frio em relação à realidade. E entre os suplentes, estão jogadores que não entram em campo, porque o juiz e o bandeirinha lhes barram a entrada.

Por fora, o alarido é cada vez maior. Há técnicos competentes que já se pronunciaram e pronunciam, contra esta vergonha de jogo. Mas os suplentes sentem-se confortáveis. Sentem-se melhor em fora de jogo.

Obviamente que este relatório tem de ser finalizado. Mais tarde ou mais cedo. Mas quanto mais tarde isso acontecer, maiores serão os rombos na consciência do Juiz e do seu bandeirinha. Isto se realmente a tiverem.