Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]

afonsonunes

afonsonunes

27 Mar, 2015

JUIZO

 

Juízo, é coisa que poucos têm muito, e muitos têm pouco, havendo ainda um número indeterminado que não tem juízo nenhum. Não há que dar grande importância a estas coisas. Todos vivem bem com o que têm.

Ao dizer isto, não estou a fazer juízos precipitados sobre ninguém. Até porque não sou juiz para cair nessa esparrela. Os juízes, sim, podem fazer todos os juízos e decidir quem tem juízo e quem não tem. Vivem disso.

Exatamente porque vivem disso e serem mais ‘ajuizados’ que ninguém, é imperioso que lhes façam as vontades todas. Agora exigem, ou talvez só queiram, sem estar a pedir nada, ganhar mais que o primeiro-ministro.

Se tal não acontecer, deixam de ser independentes. Não porque queiram, obviamente, mas por serem obrigados a isso. Claro que isso não acontece ao PM, que tem de ser sempre independente, ganhe lá o que ganhar.

Há, no entanto, um pormenor de somenos. Costumamos avaliar a importância dos cargos pelas suas remunerações. Logo, quem ganha mais, é quem mais manda. É claro que ninguém manda em ninguém, não é?

Embora se diga que o patrão é quem manda. Mas também é sabido que há patrões que ganham muito menos que os empregados. Mas não perdem o direito de ser patrões e mandar os empregados dar uma volta.

Uma coisa é certa. Estou a filosofar sobre assuntos que nada têm a ver com os juízes e o PM. E muito menos a valorizar o trabalho deles. Até porque não sei quais trabalham mais e melhor. Nem quais são mais justos.

No entanto, parece-me que o PM, para não ficar desqualificado, pode perfeitamente determinar e mandar publicar que, ele próprio, passe a ganhar mais que o PR. Tudo isto são questões pertinentes. Tudo é justiça.

E é a justiça a funcionar. Falta saber se os juízes aceitam prescindir do lugar de topo salarial, ou se tanto lhes dá que o PM ganhe mais que o PR, ou vice-versa, desde que eles próprios ganhem mais que cada um deles.

Cá por mim, tudo bem. Mas já que continuei a filosofar, deixo o meu sábio parecer, para não se dizer que não apresento soluções. Que seja a ministra das Finanças a determinar a ordenação deles na lista salarial.

Agora não venham perguntar-me qual o critério para a minha decisão. Ora, ora! Porque ela faria o costume e depois garantiria a todos eles que não tinha nada a ver com o assunto. Ficaria de bem com todos, claríssimo.