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afonsonunes

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27 Ago, 2014

LÁ VAMOS NÓS

 

 

Estamos a caminho de mais um ato eleitoral, desta feita para as legislativas do próximo ano. Quase ia dizer que se trata de um momento importante, mas arrependi-me a tempo. Tempo perdido.

Como é de tradição, ninguém vai ganhar, nem ninguém vai perder. Porque ao fim de quatro anos, já ninguém se lembra de nada. Principalmente, do ocorrido neste glorioso período. Memórias curtas.

Apareceram agora alguns reformados, outros nem tanto, a clamar por reforma do sistema eleitoral. São manifestantes entusiasmados com o manifesto que inventaram e divulgaram. Sem me consultar.

É óbvio que não se tira a chupeta à criança assim de repente. Já se sabe que ela chora e até faz uma daquelas birras… Daí que me tenha lembrado de criar outro manifesto muito mais interessante. Creio eu.

Este ano foi batido o recorde de apresentação de orçamentos retificativos. Uma chatice e uma pura perda de tempo. Sobretudo, uma trabalheira para um governo que já tem tanto trabalho. Inútil.

O meu manifesto resolve esse problemão, com um ‘probleminha’. Todos os retificativos têm de ser precedidos de eleições. Assim, tão simples como a memória de galo de quem julga que já as ganhou.

Claro que essas eleições nunca seriam primárias nem secundárias. Nem tão pouco ordinárias. Muito menos extraordinárias. Teriam de ser mais definitivas que o desejo e vontade dos bons provisórios.       

Mas há mais. Como o retificativo, normalmente, é para retificar uma, ou mais burrices, ou asneiras, ou trapalhadas, o seu responsável fica automaticamente de fora das eleições. Vai estudar para bem longe.

O meu manifesto tem mais umas coisitas menores, como seja a liberdade de ninguém mais, além de mim, o assinar. Quem quiser ficar de fora que se lixe. Depois não venham dizer que eu não disse.