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afonsonunes

afonsonunes

23 Abr, 2016

Mais difícil ainda

 

Tem sido demasiado fácil ser vigarista, mas parece que atualmente já é menos fácil. Refiro-me à vigarice dita de colarinho branco. Mas já é de colarinho de todas as cores e cada vez mais, sem a gravatinha da ordem.

A vigarice das elites começa a sentir algumas dificuldades de manobra, porque o campo em que sempre se movimentou, tem vigilância mais apertada, não pelas autoridades, mas pelo cerco das novas tecnologias.

É natural que os vigaristas, nas suas altas funções, sintam que o seu orgulho e a sua suposta dignidade, sejam atrozmente feridos com a divulgação dos seus feitos criminosos. Da justiça nunca eles tiveram medo.

Porém, é necessário e é urgente que, aos vigaristas, seja cada vez mais difícil continuarem as suas atividades, barrando-lhes todas as vias por onde eles possam ir passando despercebidos. Mas há ainda muito a fazer.

Antes de mais, correr com todos os vigaristas de lugares importantes na vida do país. A seguir, dotar a investigação e o julgamento de meios isentos e suficientes para que nunca mais os cidadãos se sintam cercados.

Quanto aos vigaristas já descobertos e que vão sendo descobertos agora, seria interessante que se elaborasse e publicasse uma listagem de todos eles, para que país soubesse quem eram os barões que tudo dominavam.

Os portugueses ficariam a conhecer, por partidos e organizações, quem levava a palma das intrujices que todos os dias aparecem estampadas por tudo quanto é sítio. Eles falam sempre bem, do mal que sempre fizeram.

Nesta época de oportunidades de mudanças de mentalidades e de discursos, era importante que se falasse daquilo que cada um pode fazer e não do que os papões atiram a todo o momento à cara dos medrosos.