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afonsonunes

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24 Jan, 2014

MALANDROS

 

 

De malandros está o país cheio, permitindo-me mesmo pensar que todos os seus habitantes, de todas as idades e de todos os géneros, se incluem nessa elucidativa denominação, embora com algumas nuances.

Malandros há muitos, mas não são todos iguais. Daí que os possa dividir em bons e maus malandros. Ao contrário do que parece, essa divisão até é muito fácil de fazer. Maus são os do contra e bons são os que apoiam.

À cabeça dos maus, aparece o abominável Sócrates. À cabeça dos bons, é inevitável colocar o inefável Aníbal. Com base nestes dois, não é difícil elaborar duas listas muito extensas, de maus e bons ilustres deste país.

É fácil, ouvir cegos rosas e laranjas dizer, tudo para nós e só para nós. O resto é conversa. Para mim, a conversa nunca é o resto. O resto é sempre o que sobra. As sobras. E essas, numa refeição, são os ossos e as espinhas.

Ora, em política não há restos. Iam logo para o lixo. Imagine-se Sócrates, Ferreira Leite, Seguro, Marcelo, Soares, Marques Mendes, Pacheco Pereira, Capucho, Adriano Moreira, Freitas do Amaral, todos no lixo.

Porque esses são os maus, bem como todos os outros que dizem mal do governo. Obviamente que até eu podia ser mau, um malandro, se tivesse estatuto para isso. Mas, confesso que tinha alguma vontade de o ter.

Entre os bons, vemos Cavaco, Passos, Portas, Luís, Limas, Loureiros, Morais, Machete, Relvas, Oliveiras, Marco, Moreira. A lista não cabia cá. Mesmo sem contar com os que dariam, de bom grado, a vida por estes.   

Pelo contrário, o que estes pedem é a vida dos maus, para que possam saciar a sua vontade de viver sem obstáculos e de saciar os seus ódios de estimação. Daí que o país não seja capaz de viver sem malandros.   

Apesar de que, com os malandros podíamos nós bem, desde que não nos envolvessem nas suas malandrices. Qual das duas listas tem mais autores de más malandrices, é a grande questão. Basta comparar. É a gosto.