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afonsonunes

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16 Mai, 2014

MALDIÇÕES

 

 

Espantalhos, fantasmas, maldições e aberrações, eis o que não falta nestes dias em que muitos alvoroços se misturam com muitos mais alheamentos. Mas o povo já não vibra com os espantalhos que vê.

O mais curioso é que, quem mais os mostra, ou tenta mostrar, são os mesmos de sempre. Agora, até são aqueles que pintam o sucesso do país de amarelo e laranja, que mais precisam de velhos espantalhos.

Quem está convencido de que conseguiu ultrapassar velhos vícios e maus hábitos, podia e devia arvorar essas bandeiras para ser recompensado pelo voto que tanto disputam com fantasmas no ar.

Quem não deve não teme. Mas, quem tanto deve aos que agora pretende voltar a ‘indrominar’ julga que, repetindo táticas antigas, vai obter o mesmo sucesso invocando velhas maldições e aberrações.

Hoje, supostamente, terá sido o último espetáculo circense com rede. As comemorações já começaram há algum tempo e vão ter o seu momento de glória amanhã, com a festiva reunião dos heróis.

Não será de estranhar que nessa histórica reunião, sejam inventados mais uns cortes que ainda não haviam sido detetados, por incúria ou incompetência. Cortes que terão nomes a condizer com a festa.

Não faltam vozes a vaticinar que os erros do passado não voltarão. Todos os erros alheios, claro, sem incluir os seus. Porque na política também há maldições. E também há espantalhos. E aberrações.