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afonsonunes

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25 Jul, 2015

MARCO AGITA

 

É evidente que o PSD há muito tempo que anda ultra agitado. Agitado com Sócrates e agitado com Costa e com o PS. Não tem tido qualquer outra agitação de jeito até porque está protegido por um escudo invisível.

Lá de vez em quando aparecem umas campainhas de tareco, caso Tecnoforma, caso do Marco de Gaia, caso do Relvas e muitos outros, mas os tarecos são de imediato arrecadados. Nada que se compare a Sócrates.

Agora, Marco coordenador das listas para deputados, está, dizem, a agitar o PSD. Porque integra as listas, apesar do processo judicial que o envolve. Mas está incólume para a justiça e para o partido. Ele há processos!...

Porém, para o PSD isso são trocos. Catroga diria que são… outra coisa. Eu, que não sou de intrigas nem de minudências, vejo com muita naturalidade que o PSD se tenha transformado num mundo subterrâneo de escuridão.

Daí que, sendo essa característica a sua notoriedade, apareçam nas suas listas, os mais cotados nesse mundo. Claro que nem preciso de citar nomes, pois não há ninguém que os desconheça. Sobretudo os melhores.

Os melhores a cumprir o Programa Foral. Programa que devia ter o nome de Floral, tal como o programa eleitoral da coligação. Que é, Sócrates e mais Sócrates, agora mais sofisticadamente, devido aos telhados de vidro.

Gostava de saber fazer apenas uma continha de gastos/prejuízos. Passos na Tecnoforma, Oliveira e Costa, Dias Loureiro, Duarte Lima, Cavaco Silva e família e outros, no BPN, Relvas e outros do PSD/CDS nos seus governos.

Isto deve dar para aí muitos mil milhões que o estado teve de meter em saco roto. Agora compare-se isso com o que se diz que outros, os outros, retiraram do estado. Estas contas são só para gente séria. Sem batota.

Depois temos as contas da justiça. Um sucateiro que faz o seu negócio, leva dezassete anos de sombra. Um banqueiro que faliu um banco que levou o país à quase insolvência e clientes à ruina, está aí fora, ao sol.

É curial dizer que todos devemos confiar na justiça. Mas seria mais justo dizer que todos estamos obrigados a aceitar esta justiça. Pois, não temos a outra. E temos direito a ela. Mas hoje, os direitos já não são o que eram.

Resta agora saber se isto é para continuar ou se é para acabar. Se for para continuar, provavelmente, acabam com muita gente. Se for para acabar, é preciso acabar com muita gente. A começar por quem ainda não se agita.