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afonsonunes

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02 Set, 2015

Mas qual coisa!

 

Mas qual coisa. Ele há tanta coisa, que o difícil é escolher. Mas vamos andando que a burra está coxa e o tempo não fica parado. Daqui até ao dia quatro de outubro é um suspiro. Vê-se que já há quem suspire demais.

Mas eu não compreendo porquê. Até há quem vá mais além. Em lugar de suspirar, espirra, o que é muito mais contagioso. Ainda há outros que fazem pior, mas desses não tenho eu pena. Nem me preocupo com eles.

É certo que um dia de tira teimas é sempre motivo de alguma ansiedade. Mas isso faz parte da vida. Depois, que alívio, ficar a saber o que nos reserva o que virá a seguir. No entanto, eu diria para já, que suspiros não.

Pode haver alguma euforia, ou pode haver algum desconsolo. Qualquer dessas emoções, será coisa passageira, pois já estamos muito mal habituados. E o espírito do pagode é como o espírito de uma boa imperial.

Ou como a comicidade do nosso governante cervejeiro. De cada vez que abre a boca para fazer previsões, até dá a impressão que perpassa perante o nosso nariz aquele bafo fresquinho de uma loirinha acabadinha de sair.

Mas que coisa. Portugal é um país de vinho. Até eu já estava a entrar pela porta errada. Não precisamos de um governante cervejeiro, mas de um ministro do tintol pois, com ele a conversa seria bué mais séria e animada.

Mas qual coisa. Não acho bem que seja um qualquer governante, da cerveja ou do vinho, a falar em nome do governo, a dizer que confia nisto e naquilo. Parecia-me bem que falasse alguém declaradamente abstémio.

E eu não deixaria de me sentir mais e melhor informado, se fosse uma das senhoras ministras a desempenhar esse papel. O papel de faladora. Assim, a hipótese de uma certa euforia de ocasião, ficaria muito mais reduzida.

O país não precisa de governantes que digam que confiam nos colegas, ou companheiros, para que o governo faça o que deve e o que prometeu aos portugueses. Porque essa de confiar, só nos dá desconfianças. Que coisa!