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afonsonunes

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29 Out, 2014

MAS QUE BIGODE

 

Na digressão de Portas e companhia ao México, estaria programado um encontro entre o chefe da missão portuguesa e o multimilionário Carlos Slim. Ao que dizem, demoraria 220 anos a gastar a sua incontável massa.

Sabendo disso, o nosso vice, fez os possíveis por poder encontrar-se com ele, certamente para lhe dar uma ajudinha. Que era apenas demonstrar como era possível gastar esse mais que balúrdio em tempo útil de vida.

Portas podia até convencê-lo a trazer para cá essa coisa a troco de uma vida de novo chinês, citando-lhe exemplos de cidadãos com menos que ele e já são donos de meio país. Podia, portanto, ficar com o outro meio.

Mas o senhor Slim não quis conversa. Parece até que arreganhou o bigode e faltou ao repasto que os devia aproximar. Portas nem sequer teve oportunidade de lhe ver o bigode ao vivo. Mas levou um grande bigode.

Não foi divulgado se Portas jantou bem, mesmo sem o negócio do outro mundo, que permitiria que ele fizesse a tal reforma do estado. E ainda duplicar, por contas de cabeça, o orçamento do estado das discórdias.

No entanto, Portas não desiste. Nem falha. Logo recorreu ao plano B, para que a viagem ao México não fosse um fiasco. De imediato, propôs aos empresários portugueses e mexicanos um outro negócio de substituição.

Tal como há agricultores moçambicanos a plantar galinha, vendeu com muito sucesso a descoberta de que em Portugal está muito adiantado o cultivo do pastel de nata. Sem sequer ser necessário recorrer ao regadio.

Como em Aveiro já descobriram que o podem congelar sem o descaraterizar, a sua exportação vai ser massiva. Assunção Cristas, produtora, e Pires de Lima, exportador, já garantiram o novo orçamento.

É natural que Passos Coelho reaja com cautela a estas novidades. Se lhe disserem que isso é a reforma do estado, Passos dirá que essa ideia não passa de uma brincadeira infantil. Pastéis? Disso, só ele é que sabe.