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afonsonunes

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09 Nov, 2014

MATA MOSCAS

 

Há pessoas, principalmente em cargos políticos relevantes, que só poderiam ter alguma utilidade se dedicassem as suas ociosidades a matar moscas com um daqueles utensílios caseiros que são limpos e baratos.

Acresce a essas vantagens óbvias, o facto de não ferirem qualquer lei fundamental da república. Assim, quem usar esse estratagema, pode orgulhar-se de ser um legalista convicto que só mata moscas nocivas.

Há pessoas no governo que estão a proteger a proliferação de moscas, pois em lugar de as matarem nos seus tempos de lazer, preferem falar de coisas banais como a recuperação de níveis a partir de dois mil e treze.

Há pessoas no governo que anunciam mesmo surpresas positivas para o ano das eleições. Uma delas é que teremos uma melhoria da situação, em relação a dois mil e treze. É um progresso extraordinário para o pagode.

Mas há uma decisão presidencial que pode dificultar essa tarefa. Não. Não é o Tribunal Constitucional. É o tribunal de Belém que, com toda a legalidade e com toda a justiça, mantem o calendário eleitoral inalterado.

E a dificuldade para o governo é o facto de, lá para outubro, ao votar, os portugueses já conhecerão as surpresas positivas, se é que, entretanto, se não transformem em negativas. Mas já saberemos mais sobre Sócrates.

Não saberemos mais, com certeza, sobre a vida de Passos nas suas empresas ocultas ou desconhecidas, nem saberemos nada sobre submarinos, o que é natural, pois andam sempre nas águas profundas.

O que aí vem até outubro do próximo ano é bastante previsível. Nem vale a pena gastar tempo com isso. Mas sempre se pode adiantar que, contra o que muitos quereriam, Costa dirá a Passos o que ele disse a Sócrates.

E que foi simplesmente que não queria nada com o PS de Sócrates. Agora, Costa e o PS, não quererão nada com o PSD de Passos, nem dos seus violinos. Nem de todos aqueles que passam o tempo a matar moscas.