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afonsonunes

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17 Mai, 2015

MEDO? NÃO!...

 

O país já teve o seu general sem medo mas viu-o ser abatido por cobardes que se mijavam de medo que ele viesse a tomar as rédeas do poder e corresse com toda essa corja que só conhecia a força da sua vontade.

Longe vão esses tempos mas ainda restam vestígios dessa época. Ainda há uns valentões que suspiram e, de vez em quando, deitam cá para fora uns bafos da sua saudade, por sentirem que não são aquilo que sempre foram.

Praticantes de uma linguagem que tresanda ao seu vício de domínio sem regras, ao seu tom de ameaça constante e à sua sede de maltratar quem lhes pareça querer destruir o mundo da sua imaginação. Restos de tirania.

Aparece hoje, não um novo general, mas um civil que se diz sem medo de falar e de agir segundo a sua própria maneira de olhar e de interpretar o que faz falta para resgatar o país do conformismo gerado pelo medo.

Quem assim se assume, sem medo, é António Sampaio da Nóvoa. Candidato a Presidente da República, agora acusado por alguns de não ter experiência política. Alguns daqueles que só conhecem a política do tacho.

Talvez porque já há quem tenha medo de que ‘ele não foge, enfrenta’. O país já não tolera mais os medricas que defendem essa estratégia do ‘bate e foge’. E é desses que o país não precisa. Dos bons a dizer mal dos maus.

Sampaio da Nóvoa também foi dos que levou cacetada da Pide, ainda estudante em Coimbra. Não é certificado, mas é indício da firmeza das suas ideias. Garantia de que é capaz de lutar pelo que defende e pratica.

Além disso, não foi um crónico estudante de universidades de verão. Foi estudante de universidades a sério, tirou cursos a sério e foi depois, um reitor a sério. Um homem de cultura, de estudo, de princípios e ideais.

Aqueles que começam já a ‘bater’ nele, ou batem sem o conhecer, ou batem com medo que ele lhes venha a ‘bater’. Não com a indignidade dos caceteiros, mas com a dignidade da sua consciência justa e equilibrada.

São pelo menos esses os princípios que sobressaem da sua ainda ténue intervenção. Que, se dizem que não é de político é, com certeza, uma forma de dizer que a sua política não será igual àquela que temos tido.

Mas, para já, é apenas um dos vários que se perfilam para avançar. Ele já o fez. Sem medo nem calculismos, como os que caracterizam os hesitantes. Que venham pois os outros. E que todos sejamos capazes de ouvir todos.