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afonsonunes

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Não sei se na Ucrânia existe o cartão de cidadão. Se não se chamar assim, deve ser o cartão de qualquer coisa, para identificar as pessoas, sempre que haja dúvidas. As mulheres querem saber se andam russos por perto.

Criaram até um movimento que se recusa a ter sexo com russos. Elas lá sabem porquê. Eu, por exemplo, não percebi se a nega é para tipos com cabelos russos, ou se pretende castigar cidadãos da Rússia. É diferente.

Este castigo, em qualquer dos casos, pode vir a criar precedentes gravíssimos. Por exemplo, mulheres portuguesas, podem lembrar-se de recusar sexo com homens que trazem determinados emblemas na lapela.

Não acredito que isso venha a acontecer a homens que exibam os emblemas dos seus clubes favoritos. Principalmente, o dos seis milhões. Era demais, até para elas. Seria o fim da já tão escassa natalidade no país.

Se no futebol essa probabilidade é muito escassa, já na política, fenómeno com muitas semelhanças, pode vir a ser uma ameaça dentro de muito pouco tempo. A conjuntura, plena de restrições impostas, é um sinal.    

Todos os políticos de qualquer cor, podem vir a ser castigados por esse provável movimento feminino. Mas há o risco de começar por todos aqueles que exibem uma bandeirinha na lapela. E eles não são russos.

Não tenho capacidade técnica para avaliar as reações anímicas de uma ‘greve’ sexual prolongada nesses homens. Nem as consequências na sua capacidade de trabalho. Sabe-se, no entanto, que eles não podem parar.

Por mim, estou convencido de que uma bandeirinha é símbolo de uma vontade indómita de resolver tudo. Logo, com sexo ou sem ele, eles continuariam a dar o litro. Seja qual for a bandeirinha que ostentem. 

Porque as bandeirinhas são como os chapéus. Há muitas. De tal forma que não se pode passar cartão a todas elas. Portanto, só há uma maneira de não criar confusões. É trazer sempre o cartão de cidadão na algibeira.