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afonsonunes

afonsonunes

 

 

Ora vamos lá dizer qualquer coisa, que isto de estar calado é mesmo uma dor de alma. Aqui, esteve para sair asneira, mas a contenção chamou a alma e abafou o destempero a tempo. A calma venceu.

Fala-se de guerra nestes dias de paz em que o país inteiro dormita. E a minha contenção não tem nada a ver com a proverbial e excessiva expressão com que se alimenta o falso exercício da atividade política.   

Sente-se que há quem confunda guerras de filmes de ficção com disputas partidárias normais. Tal como se sente que há quem não tenha pejo em querer eliminar de uma penada só todas as oposições.

A asneira voltou a rondar o meu raciocínio mas resisti com sucesso. Simplesmente porque pensei que mais vale abanar um partido para que os frutos podres caiam no chão, que apodrecer a árvore toda.

Esta operação de limpeza é saudável, ao contrário dos partidos que tentam vender a fruta podre por preços incomportáveis, a quem já foi despojado de todo o poder de compra. Isto, é viver com o lixo.

Pena é que nem todos os partidos façam um esforço para mostrar ao país que querem mesmo mudar, começando por dentro de si próprios. Mas o que vemos é vontade de eliminar quem se odeia.

Mesmo que quem odeia esteja bem pior que os odiados. Até porque não se pode governar odiando, nem se pode cooperar com quem nos odeia. Quem governa precisa de todos. Governar não é tratar mal.

O país não só está a ser maltratado como está a ser devastado, vendido a retalho e condenado à miséria para que cresçam ainda mais os dominadores com a ajuda dos seus diletos colaboradores.

Que não se cansam de falar do alheio, quando tinham tantos motivos para falar dos problemas que lhes corroem a existência. Problemas que os vão reduzindo a grupelhos, se comparados com os outros.

Não são as oposições que estão a fazer trabalho sujo. Não são as oposições que precisam de se mudar. Não são as oposições que não cumprem a lei fundamental do país. Mude-se só o que deve mudar.