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afonsonunes

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10 Fev, 2016

Muito burro

 

‘Expliquem-me como se eu fosse muito burro’. Vi esta frase a servir de título a um artigo de um colunista muito conhecido. Cá para mim, aqui a questão não é saber quem é que é, ou não é, burro. Pois, haver burro, há.

Mas, começo pela questão do muito burro. Penso que burro, é burro. Só e apenas. Um burro, simplesmente, é um burro. Não é muito, nem é pouco. Quando muito, pode ser um pequeno ou um grande burro. Mas um burro.

A frase em si, contem uma ideia que me parece completamente errada. Mais correto seria, ‘expliquem-me como se eu não fosse um grande burro´. Um grande burro, ou um simples burro, é que precisa explicador.

Por vezes, tanto os pequenos, como os grandes burros, não compreendem as coisas à primeira. É verdade que quem explica também pode ter alguma culpa. Mas o problema é que os burros devem esperar para ver.

Se me disserem que há burros muito espertos, eu fico à espera que me digam onde e como é que o são. Não é fazendo dos outros burros que se mostra esperteza. A menos que seja aquela esperteza chamada saloia.

E dessa, não encontro, assim de repente, melhor que aquela da união Passos com Relvas. E dos seus negócios, em que até a mim me compete, como contribuinte, com toda a simpatia, vê-la entrar-me nas algibeiras.

Mas, dessas burrices, não se ocupam os grandes nem os pequenos burros, que só precisam de explicações para que alguém vá na conversa do faz de conta, que há dois meses é que estava tudo bem. Hoje já tudo está roto.

Aliás, não seria de estranhar que o governo cessante tenha deixado em standby uma das suas tão adoradas bancarrotas. Assim, bem escondida, para que seja vendida como mais uma das que conseguiu impingir ao PS.

Gostava que me explicassem, a mim, que não sou burro, nem estúpido, só um pouquinho ignorante, como é que a santa aliança PSD/CDS, de tão má memória, era melhor que a suposta, ‘demoníaca aliança de esquerda’.