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afonsonunes

afonsonunes

16 Out, 2016

Ninguém arrisca

 

Ouvem-se milhentos comentadores de todas as cores políticas nas televisões, todos os jornalistas e equiparados, muitos dos insaciáveis frequentadores apaixonados dos espaços de comentários dos jornais e muitos dos frequentadores de mentideiros de rua que se juntam nos bancos de jardim, todos pronunciando-se sobre os riscos que este governo, ou esta geringonça, como gostam de lhe chamar, representa para o futuro deste país.

É inegável que tudo o que se faz tem riscos. Muito maiores, quando se trata de decisões sobre o que se vai fazer.

Mas é aconselhável que se tenha em conta, antes de decidir, o que aconteceu anteriormente, para que aquilo que saiu bem seja mantido e o que se fez mal seja substituído ou corrigido.

Esta geringonça (o termo começa a ter muita graça) está a ser muito contestada pelos artistas anteriores e seus admiradores, por apresentar um orçamento de insustentabilidade. Isto, tem ainda muito mais graça, pois ao quinto ano, o país vai dispensar os dois retificativos por ano dos últimos quatro.

Pois bem, já não se fala de riscos, mas de certezas de desastre. Portanto, eles, os do anterior, foram vendo os inúmeros riscos apontados, a cair por terra a cada dia que foi passando.

Como estão a precisar de uma reabilitação das suas negras previsões, negras no que fizeram, negríssimas no que preveem agora, sugeria-lhes um exercício que eles, pessoas inteligentíssimas e bem preparadas, não devem ter a menor dificuldade em resolver.

É muito simples. Deitem mãos à obra e digam lá aos portugueses como é que, nesta altura, estaria o país se o desgoverno deles tivesse continuado em funções. Principalmente, que orçamento estariam a apresentar agora.

Claro que seria muito diferente do da geringonça. Mas também muito longe de estarmos perante uma geringonça. Muito pior que isso. Seria uma qualquer albardice que nem resistiria a um bater de asas de mosca varejeira. E com esse ruir, lá se ia o seu orçamento antes mesmo de ter dado origem ao seu retificativo.

Mas, por favor, façam um esforço sério e digam aos portugueses, tim-tim por tim-tim, o que escreveriam em substituição deste orçamento agora apresentado. Como têm repetidamente afirmado, seria uma cópia dos vossos últimos quatro anos.

O mesmo se pede a todos os que não calam a sua indignação, onde quer que a manifestem. Prevejam lá, como é que o país ficaria melhor, agora e no futuro, com os artistas anteriores e com as sábias ajudas dos seus encorajadores e espetadores entusiasmados.

É, pois, uma pena que gente tão competente e laboriosa, não seja capaz de arriscar uma previsão muito mais fácil, que aquela que só lhes tem trazido desilusões e deceções. Vá lá, peço eu encarecidamente, substituam ente inferno que vos devora, por um céu que vos faça felizes para sempre.

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