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afonsonunes

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Costuma dizer-se que cada um tem o que merece e, normalmente, isso é verdade. Mas por vezes a sorte é madrasta e não existem ditos ou costumes que lhe resistam. É o caso deste azar laranja que tocou o país.

Deve referir-se que as primeiras vítimas desse azar, ou dessa falta de sorte são, as maiores e mais sumarentas laranjas que, efetivamente, não mereciam tal castigo do destino. Embora toda a fruta tenha a sua época.

Comecemos pelo competente ministro que agora se foi. Pelo que se tem dito e escrito, era mais competente que os seus companheiros. Boa referência. Foi o azar dele e o nosso. Coisas que só acontecem aos bons.

E ele era mesmo muito bom na qualidade e quantidade de amizades que cultivava nas suas múltiplas atividades. Azar também para a sua substituta que deve saber perfeitamente o que dela se espera: ser melhor que ele.

E acima de tudo, não destoar desta plêiade de bons colegas que agora adquire. Nunca se deixar abater pelo complexo de que os do PSD são piores que os do CDS. Não são nada. São todos tão bons como o Miguel.

Passos não merecia este azar que traiu o seu sonho de ser o melhor governante dos últimos quatro anos. Todos sabemos quem o superou no melhor período da história de um país com tantos períodos azarados.

No entanto, a maior vítima desta época de tristes ocorrências irrepetíveis, foi o presidente Cavaco, apanhado nesta maré de azar, sobretudo para ele, que tanto avisou, tanto aconselhou e tanto previra sobre o futuro.

Por isso, mais que ninguém, ele não merecia isto. O seu passado diz tudo desta infelicidade que o tocou. Terá boas e fundadas esperanças em que ainda possa dar a volta a isto, pois até pode ficar com um país limpo.

Até pode. Mas, (há sempre um mas) é preciso ter em conta que tudo isto foi um monte de azares. Irrepetíveis e incontornáveis e, quem sabe, até irrevogáveis. E contra fatores destes, não há leis que ajudem a justiça.

E se a justiça não pode, o presidente corre o risco de ficar com um país mais sujo que aquele com que sempre sonhou. E, continuo a repetir-me, toda esta gente não merecia esta convergência de azares que os tocou.

É mais que evidente que isto foi mau-olhado de gente que veio de fora, com poderes demoníacos sobre o país, postos em prática através de vítimas, possuídas por poderes estranhos que comandaram tudo isto.