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afonsonunes

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14 Abr, 2015

No país de Pedro

 

O país de Pedro é o reino dos prós e contras, onde os prós têm prioridade em tudo. A começar pela prioridade na ocupação de todos os lugares públicos, com ou sem dinheirinho à mão de colher. Com ou sem concurso.

Os contras, além de não terem prioridade, ainda esbarram com o sinal de sentido proibido nos acessos mais diversos. Até nas falências, imagine-se. As dos prós são pagas pelos bancos. Nas dos contras, nada para ninguém.

Claro que no país de Pedro, é o Pedro quem manda e determina. E ele mandou que a Tecnoforma abrisse falência e ela faliu. Três anos depois. Quanto ao país dele, talvez se salve. Mas, só se for ao fim de quatro anos.

O mais difícil desta questão, é saber se o país se salva sem ele ou, nem ele, nem mais ninguém, consegue salvar-se num país falido. É enigma deste debate prós e contras, que teima em nos mostrar mais contras que prós.

O que nos consola sobremaneira, são as ‘buchas’ que entram a todo o momento no debate. Claro que até essas, vão sempre em socorro do Pedro deste país. São as buchas pró prós e, obviamente, contra os contras.

O programa Prós e Contras de ontem na RTP teve uma novidade singular. Houve equilíbrio nas personalidades escolhidas para os dois lados. Apenas com o habitual desequilíbrio das buchas. Mas aquele final, correu mal.

Por vezes, tanto se quer salvar o Pedro e o seu país, que até do seu país vem a surpresa. Quando se quis, como habitualmente, encerrar com um louvaminhas, esse pró desatou a falar como se tivesse mudado de lado.

A assistência soltou uma gargalhada geral. A ‘bucheira’ também teve o seu desabafo de surpresa. Uma surpresa tão surpreendente, como as buchas a despropósito metidas em todo o debate. Vai tudo bem no país de Pedro.