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afonsonunes

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19 Mai, 2015

NOTAS A MARTELO

 

A primeira nota é de vinte e vai direitinha para o ministro das taxas e taxinhas. Porque ainda não o ouvi clamar contra a taxa dos vinte no aeroporto. Acredito que não seja com ele, mas a outra também não era.

Ou também podia dizer que as duas eram com ele, pois isso é economia pura e dura. Assim, tendo ele a ver com isso, gostaria de o ver a cortar taxas e taxinhas como o seu governo corta na carteira dos portugueses.

Mas não me parece que ele seja um durão do tipo do polícia de Guimarães. Nem um molengão como o Durão que esteve em Bruxelas. Gostava de saber: ser um verdadeiro durão, é um defeito ou uma virtude?

É que isso pode fazer toda a diferença. O ministro pode ser catalogado de molengão, ou passar a primeiro-ministro. E o subcomissário pode ser demitido ou passar a comandante. Estas coisas têm sempre vários nomes.

Para Marcelo, um dos polícias protegeu as crianças. Para mim, proteger, seria libertar o pai das ganas do colega. O que se viu foi o avô agredido a murro e as crianças afastadas para não impedirem o arraial de cacetada.

Cenas destas podem levar a pensar que isto é o da Joana. No entanto, pensando na Joana, é meio caminho andado para se pensar em outros nomes em voga. É que esta coisa dos nomes tem muito que se lhe diga.

E muito se tem dito sobre as cenas de nomes como Fava, como foi o de Uva. Como o tem sido o de Maria. Com a diferença de que Marias há tantas outras: Maria sem Graça, Maria sem Luís, Maria-vai-com-as-outras.

Agora, nada de pensar que isto diminui as mulheres em relação aos homens. Basta ver os nomes dos homens que elas dominaram. E ainda dominam tantos. Não os digo porque elas podiam sentir-se incomodadas.

Chamei a isto notas a martelo mas, de modo nenhum, considero que foram feitas à martelada. Muito menos à bruta ou à cacetada. O país precisa de gente ordeira e pacífica. E eu sou contra todos os desordeiros.

Logo, a favor de quem tem o dever, a obrigação e a missão de garantir a todos os cidadãos os direitos que lhes estão consignados na nossa Constituição. Mas essa missão não pode caber a quem nunca a leu sequer.