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afonsonunes

afonsonunes

05 Ago, 2015

NUNCA MAIS

 

A bem de uma campanha eleitoral animada, já é tempo de começarem a aparecer aquelas frases bombásticas que rapidamente se transformam em slogans que põem em polvorosa os votantes e até os abstencionistas.

E se meto nisto os abstencionistas é porque, ao contrário do que se pensa, eles vão participar ativamente na campanha do seu, nunca mais. Dirão que, políticos governantes, nunca mais. Talvez fosse esse o bom sentido.

Também é natural que surjam outros movimentos como, Passos nunca mais. E aqui há várias hipóteses a considerar. Passos nunca mais no governo, Passos nunca mais fora do governo, Passos nunca mais a mentir.

Estes slogans vão com certeza responder àqueles que preferem o, sempre. Por exemplo, Passos e Portas sempre. Passos longe, sempre, ou Portas fora, sempre. Quando deixarem o governo o, sempre, pode ir mais longe.

Passos e Portas em Évora, sempre, ou um deles em cada cidade concorrente de Évora, como Coimbra, Porto ou Santarém. Mas, sempre, com o sempre a dar força ao slogan. Que serve para todos os portugueses.

Todos eles, sem exceção, podem arranjar maneira de dar o melhor sentido ao, nunca mais, ou ao, sempre, que mais jeito lhes der. Com a vantagem de que não serão apenas alguns a excitarem-se com o ópio desses slogans.

Uma boa campanha eleitoral tem de ser plural, porque se a tornam singular, como parece ser o sentido dominante, então adeus campanha e adeus folclore de belas frases, com o sempre a sobrepor-se ao nunca mais.

Mas lá virá o tempo em que o, nunca mais, vai dominar todas as conversas. Já se ouve com alguma intensidade no, pré eleitoral. Mas convém esperar pelo, pós eleitoral, e então a conversa tornar-se-á gritaria.

Bem sei quanto as minhas previsões incomodam pouca gente. Não admira. Há quem viva do passado e não ligue nenhuma ao futuro. Isso acontece a quem o passado lhes lembra felicidade. A felicidade de 4 anos.

Foi por isso que me lembrei de trazer aqui o ‘sempre’ e o ‘nunca mais’. Cada um que pegue no que mais lhe convém. Porque sempre ouvi dizer que cada um é feliz à sua maneira. E todos temos o direito ao nunca mais.