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afonsonunes

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09 Ago, 2015

O BAIXINHO DA SIC

 

Como não podia deixar de ser, a SIC tinha de encontrar alguém que fizesse sombra ao martelo da TVI, sem alterar nadinha da rota da conversa. Dois apêndices do governo, dois papagaios defensores dos males deste país.

Males que já toda a gente conhece, mas que muitos baixinhos e martelos não se cansam de encher de virtudes, de dourar pílulas negras e ocultar com redes de disfarce vistoso, mas eivado de intenções mesmo baixinhas.

O baixinho também é martelo, mas o martelo não é baixinho. O verdadeiro martelo tem um martelar mais ruidoso, até porque tem outro cabedal. Já o baixinho é uma miniatura, mesmo quando em bicos dos pés.

O baixinho ontem, sábado, na SIC, e o martelo, hoje, domingo na TVI, não andarão longe um do outro na guerra dos cartazes, um crime muito mais hediondo que os roubos da Tecnoforma ou a venda do país a pataco.

A SIC e a TVI, politicamente, fazem parte do complot que tudo faz para que o poder se mantenha nos atuais delapidadores do país social, financeiro e patrimonial. A esse belo complot, só interessam cartazes.

Guerra dos cartazes que ainda não está bem esclarecida, para lá de uma parvoíce de alguém. Esperemos para saber o resto. Mas quem não espera, é a voragem daqueles que nada mais têm para dizer e apresentar ao país.

Seria interessante que estes cartazistas se lembrassem que os seus patronos, ou patrões, e (des)governantes do país, nunca assumiram culpas de nada. Sempre sacudiram a água do capote em tudo, mesmo o que dói.

O baixinho da SIC e o martelo da TVI são as batutas que comandam o resto da orquestra que, a nível nacional e através de auto falantes e auto escreventes, levam o ruído aos píncaros do desplante e do descaramento.    

Que se fale de tudo, muito bem, desde que seja verdade. Verdade que deve ser horizontal e vertical, com origens e destinos claros e criteriosos, para não se transformar em seletivas mistificações e manipulações.