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afonsonunes

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Esta descoberta chegou até mim, via Visão, vinda do Canadá, trazida por um professor e escritor que deve saber muito sobre Portugal e já deve ter escrito umas coisa que os portugueses não sabem. Eu não sabia.

Portugal, disse ele, apesar da crise, foi o cão que não ladrou na Europa. Estou em crer que o grande problema dos cães, é haver os que ladram e os que não ladram. Ora, se o cão ladra é daqueles que não mordem.

Bem, antes de mais nada, Portugal tem muitos cães, mas Portugal não é um cão. Se houve cães que não ladraram na Europa, o tal canadense, devia conhecê-los e estimá-los, porque os europeus não foram mordidos.

Ora se o cão não ladrou, cuidado, porque ele é dos que mordem. Se não mordeu na Europa, está farto de morder nos portugueses. E bem sabemos como o seu morder é feroz, pois é daqueles que tem dentes de cortar.

Apesar disso, é preciso ter muito cuidado com a nova lei. O cão pode morder, cortar, retalhar na gente, que não há perigo. Mas se a gente ao tentar defender-se, ofender a ferocidade do animal, está tramada.

Era frequente ver-se o aviso, ‘cuidado com o cão’. Agora podemos passar a ver outro no seu lugar, ‘o cão não ladra’. Os portugueses conhecem bem os cães que têm. E sabem bem aqueles que merecem ser estimados.