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afonsonunes

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Sim, Passos, tal como é fácil pensar ou adivinhar, também tem cérebro, senão não seria um ser humano. O que não é o mesmo que dizer que ele é humano para os portugueses. Ou demasiado humano para poucos deles.

Na verdade, é um ser humano, mas muito pouco humano. Fico a pensar se tal se deverá ao tamanho do cérebro, ou mais à qualidade da massa encefálica. Que, penso eu, depende muito da qualidade do que se come.

Não me admiraria nada que Passos fosse uma espécie de glutão a comer queijo. Ora, diz a sabedoria popular, que essa tentação é terrível para o esquecimento. Pois, esquecimento, memória, cérebro e, lá está, o queijo.

No entanto, dado que surgiu agora uma nova teoria sobre a possibilidade de alguém estar num lado e ter o cérebro noutro lado, tenho de me virar também para esse lado. Isto, em política, é uma completa baralhação.

E então nesta fase da campanha eleitoral. Depois de quatro anos e tal a dizer sempre as mais puras e impuras verdades, eis que o cérebro atraiçoa fatalmente as bocas, deixando escapar aquelas mentiras sempre ocultas.

Vamos lá supor que Passos está de corpo e alma na coligação, mas tem o cérebro no PS. Isto é apenas um desdobramento da teoria do ai Jesus. Mas que tem muito sustento. Pois, o cérebro anda muito com a língua.

Agora, do que não há dúvida, é que Passos tem um largo bocado do cérebro, ocupado com os eleitores. Já os eleitores têm ocupação mínima com Passos, nos seus. O que quer dizer que não há sintonia de cérebros.

O cérebro de Passos mais uma vez o deve ter traído. Agora na velha Feira de S. Mateus, na capital do velho cavaquistão. Ali, viu os seus amigos mais dóceis. Menos agressivos junto dele. E mais confiante nos seguranças.

O cérebro de Passos é hoje, para ele, um capital de confiança no futuro. Já o cérebro dos eleitores portugueses é um depósito a prazo de elevado risco, que querem ver convertido em capital à ordem. A ser levantado já.

Passos não é, nem nunca será, um crânio a condizer com as suas medidas e os seus desejos. Por fora, mais parece uma cabecinha, onde guarda uma preciosidade que só pode ter sucesso pelos seus valores abaixo de zero.