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afonsonunes

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‘As próximas eleições possibilitam um ciclo de poder de dez anos’. Esta frase lapidar pode ser lida no DN há muitas semanas consecutivas. Que me tenha despertado a atenção, não me lembro de nada semelhante.

Também não descortino o motivo que levou o DN a manter essa frase ‘histórica’ nas suas colunas durante tanto tempo. Se é o sentido intrínseco do seu conteúdo, fico feliz por saber que o PSD vai resistir mais dez anos.

É que eu gosto de resistentes, sobretudo daqueles que sobrevivem juntos, unidos ou coligados, irmanados de um sentimento único de fraternidade e igualdade, que levam todos os cidadãos a não querer senão a coisa deles.

Mas, por outro lado, se o charme da frase vem da imagem sem mácula do seu autor, então mais feliz fico ainda, pois Marco António Costa, o laureado autor do desatino, não merece só uma frase, mas uma estátua.

Aliás, ele representa tudo o que de mais sagrado tem o PSD. Glória, fama, unidade, competência e, sobretudo, seriedade. Muita seriedade. Basta comparar o seu desempenho na CM de Gaia, com o de Costa em Lisboa.

Aliás, no PSD toda a gente se dá bem. Aquilo é um bloco que não é só para dez anos. Aquilo é mesmo para a eternidade. Sob a batuta do rei do ciclo vicioso que dá pelo nome de Marco. Porque o ciclo bom do Coelho já era.

Quanto ao DN, que nunca tenha a infeliz ideia de substituir a frase do ciclo de poder, por outra, do contraciclo que se avizinha. Quer ele seja do indivisível PS, que ele seja da dividida coligação sem Coelho nem Lebre.

Mas, obviamente, com um Marco que de Costa não tem nada, nem tão pouco de António. Este país está tão confuso, que já nem os nomes das pessoas são fator de identificação séria. Nem marcos que nos orientem.

Mas o ciclo de poder de dez anos, com o seu charmoso autor, vão colocar o país num triciclo que dê alguma mobilidade ao coma atual do sistema desgovernado e imobilizado de uma união perfeita rumo à morte lenta.

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