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afonsonunes

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25 Mar, 2014

O CORTE QUE FALTA

 

 

O país está a nadar em dinheiro, por mais que nos queiram convencer de que não há dinheiro para nada. Basta ir aos locais onde, os que o têm, o vão depositar. Ou aos locais onde se fazem grandes transações.

Isto não será novidade para ninguém, pois toda a gente sabe quem tem muito e quem não tem nada. E como se insiste em tirar apenas aos que não têm nada ou muito pouco, é preciso arrepiar caminho quanto antes.

Então, vamos a isto. Precisamente, porque isto não pode continuar assim. Pois, é que isto está tão mau que não pode ser de outra maneira. Logo, ninguém, repito, ninguém, pode dispor de mais de dois mil euros mês.

Não, não estou ‘pirolas’. Se há tanta gente que pode viver sem nada e outra tanta gente que pode viver com menos de quinhentos euros mês, está tudo dito. Obviamente que isto tem de ter regras bem definidas.

Todos os ordenados ou reformas, todos, digo bem, acima dos dois mil, sofrem o corte correspondente para que fiquem ao nível estabelecido. O produto do corte vai na totalidade para o estado, sem qualquer exceção.

O limite dos dois mil euros é por agregado familiar. Não há cá suplementos, subsídios ou alcavalas. Quem não estiver pelos ajustes, emigra, como dizem os nossos maiorais. Isto também é para eles.

Acaba-se o argumento de que tem de se pagar bem aos crânios de qualquer área. Que sejam eles os primeiros a emigrar. Há muitos crânios lá fora com vontade de regressar. E esses não têm os vícios conhecidos.

Nem os vícios nem as necessidades ‘desnecessárias’. Façam de conta que só ganham o ordenado mínimo, como a maior parte de quem trabalha. E come. E veste-se. E tem de dar para a família toda. Façam como eles.

Acalmem-se. Eu não sou presidente, nem primeiro-ministro. Sou apenas um candidato a ‘pirolas’. Portanto, nada há a recear. E tudo o que possa incomodar consciências, não passa disso. Era só a alternativa que faltava.   

Só a apresento porque há quem garanta que isto não tem salvação possível. Portanto, antes de irmos todos para o charco, vale a pena experimentar. Para não morrermos nós e deixarmos morrer os nossos.

PS: Quem tiver cama mesa e roupa lavada, tem de ter um corte suplementar. Para que não haja privilégios ou batotas. Se isto é uma questão de vida ou de morte, ou morremos todos, ou nos salvamos todos.