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afonsonunes

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20 Jun, 2015

O HOMEM

 

Coelho não é um homem. Coelho é o homem. Coelho é o homem que mais impressionou o país desde que me lembro. E isto de impressionar um país como o nosso, não é coisa tão fácil como pode parecer a alguns.

Para aqueles que julguem que estou a mandar balões para o ar, não tenho mais que atirar-lhes com uma justificação insofismável daquilo que afirmo. Coelho é, de longe, o homem mais completo que eu já conheci.

Tão completo que pode ser denominado como um autêntico homem, três em um. E não se pense que são uns três homens quaisquer. Passos, de per si, é um homem extraordinário. Isso mesmo, extraordinário, tudo pegado.

Agora, chamo a atenção para o que ele tem de outros dois. Coelho tem muito de Portas. Se é que não tem de Portas, mais que o próprio Portas. É manhoso. Muito manhoso. Aprendeu com ele, mas já o superou bastante.

Quanto ao outro, só podia ser Cavaco. Coelho tem a sabedoria de Cavaco, mas elevada ao cubo. Sem menosprezar a sabedoria de Cavaco, que é enorme. Mas, Coelho sabe como mentir. Sem que ninguém desconfie.

E o mais extraordinário, é que Coelho consegue fazer isso há muitos anos. Outros o têm tentado e sabemos o que lhes aconteceu. E nada disto é por demérito de quem já tinha obrigação de o conhecer. Ou de o corrigir.

Não, o mérito é seu. Exclusivamente seu. Ele sabe meter-se na pele alheia para extrair dela aquilo que o faz ser um homem perfeito, irrepreensível, inatacável. Se não o fosse, tanto Portas como Cavaco, já o teriam feito.

Juro que isto não tem nada de desprestigiante para ninguém. Pelo contrário, isto é o reconhecimento de que Coelho é o homem que o país precisa para se afirmar lá fora, como o exemplo de que o mundo carecia.

Sim, digo bem, carecia, porque já não carece. Já o tem. Também por mérito de Portas e Cavaco, que completaram muito a sua forma de ser, de estar e de dizer. É bem verdade que um homem nunca se faz sozinho.

Alguém poderá dizer que, seja no que for, um, três em um, acaba sempre por absorver pequenas imperfeições das suas fontes de origem. Aqui não é o caso. De três perfeições, nunca poderia nascer uma imperfeição.

Feliz o país que tanto tem para dar ao mundo. Feliz o mundo que tem à sua disposição um país onde beber a sabedoria da salvação. E, mais concretamente, poder chegar até ao homem que, mentindo, tudo resolve.