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afonsonunes

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10 Out, 2015

O INVENCÍVEL

 

Não há dúvida, os tempos são mesmo de mudanças. Agora, vem aí o candidato presidencial, Marcelo Rebelo Caetano da Silva. O nome não será muito conhecido no meio televisivo. Trata-se de alguém muito sóbrio.

Depois, também contribui para essa sobriedade, a existência de nomes próprios e apelidos estranhos. Marcelo Rebelo já dirá alguma coisa. Caetano da Silva são acrescentos. Um, do passado, outro do presente.

No primeiro caso, um passado longínquo, de recordações pouco agradáveis. O segundo, virá da sua quase devoção a alguém que durante os últimos vinte anos também não conseguiu fazer felizes os portugueses.

Portanto, o já candidato desde ontem, é agora dado como invencível, apesar de já ter sido vencido em outras pugnas importantes. A longa campanha presidencial meio oculta, não foi pautada pela exemplaridade.

Alega agora que vai pagar ao país, o que o país lhe deu. Como não sei concretamente o que lhe foi dado pelo país, também não adivinho que tipo de pagamento vai fazer. Mas devia pagar à TVI muito do que recebeu.

Vai com certeza agradecer comovidamente, na festa que lhe será feita amanhã, no seu último programa propagandístico. Naquela secretária, vai ficar por três meses, uma grande fotografia a recordar tempos passados.

São as recordações desses tempos que lhe dão a dianteira na corrida que agora inicia. Como ainda faltam uns meses para o ato decisivo, vamos ver se o seu fiel auditório não esquece tanta boa conversa para esquecer.

As suas relações políticas passadas e presentes têm muito que se lhe diga. E talvez sejam ponderadas convenientemente no tempo que falta, pois muita conversa se vai passar, agora em quase igualdade de circunstâncias.

Desta vez não vai haver mergulho no Tejo, à boca do esgoto. Mas pode haver mergulho inesperado em qualquer banheira vazia. Ou em festivas comemorações vitoriosas. Mas, professor, que não tenhamos mais Silvas.

Não tenho dúvidas de que o desfecho desta luta, vai depender muito do resultado da formação do novo governo. Seria uma grande surpresa se o voto ditasse uma eleição concordante com quem ficar a governar o país.