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afonsonunes

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Depois de uma estopada daquelas, tanto a falar como a ouvir, é mesmo de esperar que se fique insaciável com uma daquelas laricas que não há nada que a estanque. E no descanso de uma viagem para o Algarve, pior ainda.

A Mealhada é uma espécie de meta volante para bons comilões na corrida ao leitão. Daí que seja uma meta, não para ser cortada, mas para ser bem regada e bem curtida, pois no Algarve só cheira a sardinha e a marisco.

Para gargantas secas e estômagos a dar horas, as doses de leitão tornam-se exíguas. Ora venha lá mais uma, e outra, e outra ainda. E, já agora, para variar, uma bifalhada a transbordar para fora do prato. Tudo à Mealhada.

No final, veio a conta. O pagador de serviço, de olhos meio turvos, nem se lembrou de ler a consulta de mesa, parcela a parcela. Até parece que os algarvios não sabem o que são doses pequenas e preços enormes.

Mas, na Mealhada, o mais natural nem é que as doses de leitão sejam muito pequenas. É evidente que tudo depende da envergadura da cintura de cada um e da vontade de atacar o loiro e estaladiço de boca aberta.

Ao que parece, aquela meta dos comilões, transformou-se na reta dos refilões. A barriga cheia deu lugar a uns animados jogos florais, onde os ladrões serviram de argumento. Pois é, comessem e bebessem menos.