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afonsonunes

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24 Nov, 2016

O Mário e a Maria

O Mário do António tem sido o gozo favorito de todos os que suspiram pela Maria do Pedro. Não sei se acham graça ao Mário pelo que ele diz, se é por aquilo que ele faz. Talvez até haja quem admire o seu ar calmo e sereno no meio das tempestades a que o associam, ou gostem do seu sorriso simpático de retribuição aos piropos foleiros com que o mimam.

Comparar o Mário do António com a Maria do Pedro é um caso muito complicado. Principalmente para mim, que adoro ver uma mulher altiva, senhora do seu nariz sempre levantado, que não sorri para toda a gente, exceto quando se encontra na alta roda europeia. Por cá, já lá vai o tempo em que ela julgava que dizia tudo bem e fazia tudo do melhor.

Ao fim e ao cabo, comparar o Mário com a Maria, é o mesmo que comparar o António com o Pedro. Ou, simplesmente, comparar o bom senso e o rigor do que se pode dizer e do que se pode fazer, com as tretas do desvario de quem nunca soube, e continua a não saber, o que deve dizer e o que pode fazer. Tanto a Maria como o Pedro são incomparáveis, até porque quem vê um, vê o outro.

Já o Mário e o António são muito diferentes um do outro. Principalmente na aparência e no modo como respondem às provocações dos profissionais da incompetência e dos troca tintas mais refinados. Mário é um mole contido. António é um duro e sabe responder à letra e no momento próprio. Mas ambos, sempre dentro do que prometeram e protegidos pela razão dos seus argumentos.

Como se isso não bastasse, há um, de Sousa, que, tendo enganado toda a gente, a uns pela positiva, a outros pela negativa, veio separar o trigo do joio, com a autoridade do seu estatuto superior, do seu prestígio e da sua popularidade.

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