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afonsonunes

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Que ricos tempos estes. Já não me bastava ter um gestor de conta no banco onde tenho uns patacos. Sei agora que há um concidadão que me aconselha (só?) a colocar a cruzinha onde ele entende que é bom.

Falta-me saber os pormenores dessa transação pois, nem ele nem eu, anda nesta cruzada apenas para praticar boas ações. Ele como benemérito e eu como carenciado. Se assim fosse, eu agradeceria.

Mas, desconfiado como sou, vejo no meu gestor de voto um empregado ao serviço de alguém, tal como o meu gestor de conta. Logo, depois de lhe entregar o meu voto, deve vir a fatura respetiva.

Obviamente, com número de contribuinte, pois ele não é dos que foge a nada. Nem precisava. Até por uma questão de fidelidade. E de lealdade. No entanto, ainda vou perguntar-lhe pela tabela de preços.

E, já agora, vou também tentar que me esclareça quais as suas habilitações para o desempenho da profissão de gestor de voto. Não vá acontecer que eu saiba tanto ou mais que ele sobre a matéria.  

A gente já vê por aí tantos profissionais que fingem saber tudo, que tem de se pôr a pau. Quando pagamos queremos ser bem servidos. E então nesta questão de dar o voto, quando há tantos a pedi-lo.

De qualquer forma não quero correr o risco de ser ingrato ou mal- agradecido. Até pode acontecer que o meu gestor de voto tenha pretendido, simplesmente, ajudar-me graciosamente. Obrigado.

Retribuindo a simpatia, aproveito para lembrar ao meu gestor de voto que hoje é dia de reflexão. Precisamente, para se não cometerem precipitações. Oh homem, reflita, que ainda vai a tempo.